O Zero e Um na Arquitetura
No vídeo assistido em sala, Laurie Anderson destaca a
polarização binária com a qual tratamos a sociedade e o mundo – bem e mal,
certo e errado, e, como exemplificado por ela, zero e um. Em sua análise,
entretanto, Anderson ressalta que, quando o zero e o um são combinados, é possível criar
o atual sistema digital, fazendo, com isso, uma metáfora social, que significa
que a colaboração e integração entre polos é necessária e pode gerar o progresso. Na arquitetura,
observo essa polarização na separação entre o arquiteto e o urbanista. O
arquiteto operaria em uma escala “micro”, trabalhando apenas com casas e
prédios, enquanto que o urbanista operaria em uma escala “macro”, observando as
questões sociais e práticas de uma cidade. O problema desta fragmentação é que,
sem o diálogo entre o micro e o macro, a cidade torna-se pouco funcional, visto
que uma construção não é um objeto isolado dentro do espaço e gera mudanças no
local em que é inserida, sendo preciso integrá-la ao ambiente de modo a
corretamente servir os indivíduos do local. Sendo assim, é preciso que a arquitetura e
o urbanismo sejam articulados e que a separação entre arquiteto e urbanista
seja rejeitada.
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