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Mostrando postagens de agosto, 2017

Croquis da EAD

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Crítica ao croqui de espaço externo com dois pontos de fuga de Clara Banterli

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Os croquis da aluna Clara Banterli em geral apresentam o uso da cor, o que acho interessante visto que poucos alunos coloriram seus desenhos, e a cor adiciona uma maior expressividade ao croqui. A aluna parece ter tido dificuldade com a perspectiva com dois pontos de fuga no desenho do espaço externo, que não foi muito bem executada. O espaço vazio nesse croqui me incomoda um pouco, visto que ela poderia ter desenhado a continuação do prédio ou do chão, ou ocupado a folha de maneira diferente, de modo a deixar esses elementos fora da folha, a serem imaginados pelo observador. Dessa forma, na minha opinião, o desenho não foi bem enquadrado, pois deixa muito espaço em branco e parece estar "solto" no papel.

O Zero e Um na Arquitetura

No vídeo assistido em sala, Laurie Anderson destaca a polarização binária com a qual tratamos a sociedade e o mundo – bem e mal, certo e errado, e, como exemplificado por ela, zero e um. Em sua análise, entretanto, Anderson ressalta que, quando o zero e o um são combinados, é possível criar o atual sistema digital, fazendo, com isso, uma metáfora social, que significa que a colaboração e integração entre polos é necessária e pode gerar o progresso. Na arquitetura, observo essa polarização na separação entre o arquiteto e o urbanista. O arquiteto operaria em uma escala “micro”, trabalhando apenas com casas e prédios, enquanto que o urbanista operaria em uma escala “macro”, observando as questões sociais e práticas de uma cidade. O problema desta fragmentação é que, sem o diálogo entre o micro e o macro, a cidade torna-se pouco funcional, visto que uma construção não é um objeto isolado dentro do espaço e gera mudanças no local em que é inserida, sendo preciso integrá-la ao ambiente de ...

Arquitetura e Vestuário

Como foi observado durante o debate em sala, é muito fácil encontrar semelhanças entre a arquitetura e o vestuário. Ambos servem para proteger-nos de corpos externos, adequar-nos a mudanças climáticas, ambos podem criar diferentes ambientes e sensações, podem transmitir beleza e personalidade, podem representar uma cultura, uma religião ou um grupo social. Entretanto, a arquitetura como é feita atualmente é mais permanente, menos fluida do que a moda e produção de roupas. Por ser mais definitiva, a arquitetura é também mais impessoal, pois é mais difícil modificá-la ou produzi-la para um indivíduo específico.  Além disso, outra diferença que observo entre a arquitetura e o vestuário é que, com a tecnologia que temos hoje, as roupas não são capazes de criarem ambientes seguros e espaçosos para que os indivíduos possam realizar suas atividades diárias, como dormir, comer, estudar, trabalhar, entre outros.

"Animação Cultural"

As principais ideias transmitidas pelo texto “Animação Cultural” que me chamaram atenção dizem respeito à inversão de papeis entre os homens e os objetos. Os objetos foram inicialmente criados para servir e auxiliar o homem em suas tarefas e necessidades – deveriam ser úteis e servir um propósito -, entretanto, atualmente, a humanidade vive em função dos bens materiais, no sentido de que valoriza demasiadamente o consumo de objetos. Tais objetos não mais cumprem sua função de auxiliar o homem, pois são pouco úteis e tem pouca durabilidade, porém adquiri-los vem sido mais valorizado pela sociedade do que a cultura, a sabedoria e a arte. Além disso, o texto mostra que os indivíduos, por viverem em função dos objetos, principalmente, nos dias de hoje, eletrônicos, passam a dar maior importância ao que estes podem proporcionar do que ao cultivo de relações individuais cara a cara, o que tornaria possível o desejo exprimido pelo narrador do texto de passar a programar os homens, animá-los ...