"Animação Cultural"
As principais ideias transmitidas pelo texto “Animação
Cultural” que me chamaram atenção dizem respeito à inversão de papeis entre os
homens e os objetos. Os objetos foram inicialmente criados para servir e
auxiliar o homem em suas tarefas e necessidades – deveriam ser úteis e servir
um propósito -, entretanto, atualmente, a humanidade vive em função dos bens
materiais, no sentido de que valoriza demasiadamente o consumo de objetos. Tais
objetos não mais cumprem sua função de auxiliar o homem, pois são pouco úteis e
tem pouca durabilidade, porém adquiri-los vem sido mais valorizado pela
sociedade do que a cultura, a sabedoria e a arte. Além disso, o texto mostra
que os indivíduos, por viverem em função dos objetos, principalmente, nos dias
de hoje, eletrônicos, passam a dar maior importância ao que estes podem
proporcionar do que ao cultivo de relações individuais cara a cara, o que
tornaria possível o desejo exprimido pelo narrador do texto de passar a
programar os homens, animá-los e descartar sua busca pela felicidade.
Com a atividade feita em sala de aula, percebi que vários
colegas também abordaram a questão da valorização dos eletrônicos e como esta
afeta as relações humanas. Entretanto, alguns perceberam no texto diversas ideias
que eu não havia identificado. Foi discutido por várias pessoas sobre como,
apesar de que a relação atual homem-objeto não seja ideal, a humanidade não
conseguiria viver sem os objetos. Uma colega exemplificou o quanto estes eram necessários
para cumprir as aulas: as cadeiras, mesas, quadros e computadores foram
utilizados por todos para realizar as tarefas da disciplina. Ademais, Isabella
Morais abordou a revolução dos objetos mencionada no texto de um modo diferente
do meu, quando diz que os objetos já carregam a revolução consigo quando são
criados, visto que permitem que os homens se adequem aos objetos de formas diferenciadas,
nem sempre utilizando-os como foram originalmente pensados, o que achei
interessante pois é uma afirmação válida, que eu não havia percebido ao ler o
texto e que não foi tratada por mais ninguém durante o debate em sala.
Comentários
Postar um comentário