Apropriação do espaço com o corpo

Parkour:
O Parkour tem como objetivo possibilitar uma melhor movimentação pelo espaço, seja esse natural ou urbano. Permite que os indivíduos ultrapassem objetos de forma rápida e eficiente, utilizando apenas as habilidades e capacidades do corpo humano.
Fundado por David Belle na década de 1990, utiliza de movimentos naturais do corpo como correr, saltar, rolar e escalar. É uma prática que busca o exercício físico e moral de seus praticantes.

Deriva:
A Teoria da Deriva foi formulada entre as décadas de 1950 e 1970 pela Internacional Situacionista. Aquele que pratica a deriva ruma pelo espaço sem uma rota planejada, permitindo que o meio urbano crie seus próprios caminhos. Dessa forma, é possível ter uma percepção diferenciada do meio, sem ideias pré concebidas. É um comportamento lúdico-construtivo, que permite decifrar o espaço.

Flâneur:
O Flâneur é o ato de andar pela cidade observando-a com todos os seus sentidos. É andar pelas ruas não só caminhando, mas observando tudo ao redor.
O termo vem do verbo francês "flâner", que significa caminhas, ou "to stroll" em inglês.

Rolezinhos:
Os rolezinhos são encontros de centenas de pessoas em ambientes como shoppings, parques, etc. São organizados por meio das redes socias, principalmente por jovens.
Essa apropriação gerou certa polêmica quando surgiu, visto que o grande aglomerado de jovens, em sua maioria de condições mais simples, nos shoppings centers incomodou proprietários e frequentadores de classe alta do local, que interpretaram os rolezinhos como "arrastões".
O evento, embora seja apenas uma busca pelo lazer, mostrou as barreiras socioespaciais invisiveis criadas na cidade.

Flash mob:
Os flash mobs são aglomerações de pessoas determinadas que realizam ações previamente combinadas, surpreendendo aqueles a seu redor. Podem realizar manifestações, dança, canto, entre outras formas de expressão sociais e artisticas.

Skateboarding (Iain Borden):
Iain Borden é um historiador, arquiteto e urbanista conhecido pelos seus estudos sobre acontecimentos banais, como andar a pé, de carro ou skate (skateboarding) relacionados à percepção que temos da arquitetura contemporânea e dos espaços públicos. Utiliza a filosofia de Henri Lefebrve de que a prática urbana é um ato criativo, político e espacial.


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